sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

PARA QUE MUDAR ?

Enquanto estou escrevendo este artigo várias crianças estão nascendo no mundo, várias estão morrendo. Umas estão casando, outras trabalhando. Algumas discutem por nada, outras se omitem. Algumas crianças se traumatizam, outras se exasperam. Alguém é atropelado, outro alguém atropela. Alguém fica bêbado, outras choram perdas. Tem gente fazendo conquistas. Tem gente perdendo espaço.

E essa é a realidade diária e inexorável dos seres vivos, que habitam este planeta. Nada permanece estático, imutável. Todos os dias, todas as pessoas, em todas as circunstâncias sofrem alterações. Por que, então, sofremos tanto e temos tanta dificuldade em promover mudanças, quando sabemos que seremos vítimas delas?

É simples, temos medo do desconhecido, do novo, daquilo que não controlamos. E assim, ao invés de agente da própria história, nos transformamos em vítima dela.

Se isso no contexto pessoal é uma lástima, no empresarial é inadmissível, mas igualmente verdadeiro. A mudança organizacional é uma realidade do mundo atual e tal realidade provavelmente não mudará tão cedo. As empresas devem esperar enfrentar ainda mais mudanças no futuro, em ritmo cada vez mais acelerado.

As organizações têm que lidar com novas tecnologias e atualizações das já existentes. Têm que enfrentar reorganizações empresariais, iniciativas de melhoria de processos e também fusões e aquisições.

São relativamente poucas as organizações que instituem mudanças (ou são forçadas a isso) que percebem os benefícios almejados e, na verdade, muitas acabam em situação pior do que antes. Isto não significa que seja impossível partir para uma mudança de sucesso. Algumas organizações têm êxito integrando soluções técnicas que façam parte do conjunto de mudanças, com profunda e proativa orquestração dos aspectos humanos associados à mudança.

As organizações que obtêm êxito nas mudanças levam em conta as pessoas afetadas por elas, que têm que conviver com elas e que são cruciais para a realização das próprias mudanças em questão. O gerenciamento dos aspectos humanos de uma mudança organizacional não só ajuda a assegurar seu sucesso, como também forma a base para a implantação de soluções futuras, aumenta o sucesso de implementações técnicas e reduz as inevitáveis quedas na produtividade e na qualidade, que geralmente acompanham as mudanças.

E muitas vezes nos deparamos com questões como mudar ou morrer, mas as pessoas não percebem como tem dificuldades de enxergar a curto, médio e longo prazo, tanto pessoalmente, como enquanto organizações.

Alguém já plagiou Darwin na teoria das espécies dizendo que não sobreviveriam as empresas mais fortes, mas as que tivessem maior facilidade para adaptação. Por que isso ? Simplesmente porque mudar é preciso.

Quase sempre, os esforços para mudar falham porque algumas organizações não reconhecem e deixam de administrar os componentes humanos da mudança e as pessoas simplesmente têm medo do que pode acontecer. Geralmente só mudam quando não tem mais jeito, quando a água bate no pescoço.

Na prática, mudança organizacional é a implementação de novos procedimentos ou tecnologias projetadas para realinhar a organização com as constantes mudanças nas demandas de seu ambiente de negócios, ou que queira conquistar novas oportunidades de negócios.

A mudança organizacional abrange a introdução de novos processos, procedimentos e tecnologias, talvez desconhecidos, que constituem uma abordagem diferente daquilo que as pessoas envolvidas geralmente consideram como a forma tradicional, prática e familiar de realizar seu trabalho. Assim, do ponto de vista individual, a mudança pode causar emoções e reações que vão do otimismo ao medo, podendo incluir ansiedade, desafio, resistência, ambiguidade, energia, entusiasmo, incapacidade, receio, pessimismo e motivação.

O gerenciamento da mudança organizacional é o processo de reconhecer, guiar e administrar essas emoções e reações humanas, de modo a minimizar a inevitável queda de produtividade que geralmente acompanha as mudanças.

Agora, quem avisa amigo é. Mudar é bom, acreditem.

Começar o ano prometendo mudanças e cumprindo é muito salutar. Na verdade é renovador, necessário, importante e pasmem – vocês podem até gostar.

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