O filósofo e economista austríaco, considerado pai da gestão moderna, Peter Drucker definia a arte de administrar como a forma de manter as organizações coesas, fazendo-as funcionar. É, sem dúvida, um conceito adaptável às caracterísitcas atuais da maioria das empresas no mundo todo. Na prática, no entanto, me arriscaria a dizer que a essência do trabalho do administrador é obter resultados por meio das pessoas e recursos que ele coordena. No Brasil de hoje isso significa, inclusive, obter resultados apesar dos recursos possíveis e nem sempre dos desejáveis.
Na verdade, a administração deveria permitir às organizações estruturar e impulsionar o andamento dos seus diversos setores. Um bom exemplo é o da dona Vilma, uma dona de casa que é mestre em administração. Em sua residência é ela quem coordena todas as atividades - da cozinha às despesas diversas. No seu freezer, todas as carnes estão separadas, embaladas e etiquetadas; e as contas são sempre organizadas por data de vencimento. Exagero? Nada disso: dona Vilma é uma administradora do lar, por isso faz questão de acompanhar, de perto, todos os processos da casa.
Bem menos hábil, a dona Valdeci, irmã da Vilma, já teve a conta de luz cortada por duas vezes. Por quê? Faltou dinheiro? Não. Por falta de administração. Quem não conhece a figura do funcionário que ganha R$ 400,00 por mês e tem um orçamento de R$ 500,00. Aí ele chora, chora, o patrão passa o salário dele para R$ 600,00, mas o dito cujo continua com o mesmo problema. Por quê? Porque não sabe administrar - conceito que está intrinsecamente ligado ao de viver. Não é possível desatrelar um do outro sob pena de vivermos na maior bagunça.
Empresários, donas de casa e até administradores públicos, como o prefeito, por exemplo, têm atuações bem distintas, mas as suas funções estão mais próximas do que aparentam: todos desempenham tarefas em função de um grupo, seja o setor público, a companhia ou até mesmo o núcleo familiar. Este é o trabalho do administrador: planejar, controlar, dirigir e ordenar tarefas, visando maior produtividade e lucratividade.
A função é bem antiga: surgiu antes de Cristo, quando a sociedade começava a se organizar. No período neolítico, os primeiros agricultores passaram a estocar alimentos, permitindo que a comunidade sempre tivesse o que comer, mesmo em tempos de dificuldade. Gerenciar este plantio permitiu que os nossos ancestrais se tornassem sedentários e forneceu os alicerces para a sociedade que conhecemos.
Lidar com dinheiro e equilibrar orçamentos de forma competente exige um bom gerenciamento. E isso vale para todas as áreas. Inclusive para a de comunicação. Por isso a função do administrador é tão importante e há quatro décadas foi reconhecida como profissão no Brasil. No meio acadêmico, é um curso que está presente em diversas faculdades e universidades do país, sempre com uma procura muito grande.
Mas como nem todos podemos voltar aos bancos escolares, sugiro especialmente aos empresários do setor de comunicação, no qual se incluem as assessorias de imprensa, que possuem outras expertises e não contam com administradores em seu quadro, que se informem, leiam, façam treinamentos rápidos e, mais que tudo, adotem uma postura de bom senso no seu dia-a-dia. Isso significa gerar receita, só comprar quando tiver como pagar e, mais que tudo, privilegiar o cliente que paga em dia. No final das contas o mais importante não é apenas aumentar o faturamento, mas sim aumentar a rentabilidade. É o que diferencia uma empresa bem administrada daquela que apenas sobrevive às mudanças da economia.
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ADMINISTRAR É TORNAR COMUM A TODOS A PARTICIPAÇÃO, COM IDÉIAS E CRÍTICAS CONSTRUTIVAS E CONTAGIAR OS COLABORADORES PARA FAZER O MELHOR , MARAVILHOSO TEXTO VERA LUCIA .
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